segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Arte em giz de cera
Tô ficando bom nisso. Já dá até pra identificar qual é cada princesa!
Arte: Eduardo Buzzinari
Coloristas: Lara e Liz
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
Visitando o recém-nascido
(Conheça o livro Pai de Menina: Bem-vindo ao Mundo Cor de Rosa, de Eduardo Buzzinari)
Sabe aquele primo de
terceiro grau que você não via desde o verão de 98 e é mais chato que
pernilongo zoando no ouvido? Você sabe de quem eu estou falando... Ele mesmo.
Todo mundo tem um primo assim.
Pois é.
É justamente esse sem
noção quem vai aparecer na sua casa no dia em que você chegar da maternidade
com a nenê recém-nascida. Você e sua esposa sequer terão tido tempo de desfazer
as malas e lá estará ele tocando a campainha. Provavelmente acompanhado de uma
namorada duas vezes mais velha e seus três filhos do primeiro casamento. Aí,
ele vai acordar a menina, vai apertar o queixinho dela sem lavar as mãos, vai
espirrar no rosto da pobrezinha e, para arrematar, vai disparar a seguinte
pérola – em alto e bom tom – Acho que ela
puxou o primo! E olha que o infeliz é capaz de espantar o capeta com um
sorriso! É tanta beleza que até hoje não se sabe se a cara dele é assim mesmo
ou se o médico o puxou do lado avesso na hora do parto.
Foi pensando neste tipo de
convidado – que, aliás, nem foi convidado – que resolvi compilar da internet
uma série de regras de etiqueta sobre o assunto e formar uma espécie de guia do visitante do recém-nascido para
uso doméstico. Assim, sugiro que você rasgue a página a seguir e a envie a
todos os parentes e amigos que representem ameaças, digo visitas, em potencial.
Principalmente para aquele tal primo de terceiro grau com o desconfiômetro quebrado. Segue aí.
Guia do Visitante do Recém-nascido
Regra nº 1 – Avalie a
necessidade de visitar o recém-nascido. Sua visita é realmente tão
indispensável que não possa esperar por alguns dias, meses, anos, a vida
inteira ou um pouco mais para acontecer? Lembre-se: na dúvida, não vá!
Regra nº 2 – Ligue antes
de ir. Assim, os pais do bebê poderão inventar uma desculpa qualquer e evitar o
transtorno da sua visita.
Regra nº 3 – Caso as
regras nº 1 e 2 não tenham sido o bastante para lhe fazer mudar de ideia, vá
sozinho(a) e fique o mínimo possível. Sozinho(a) significa desacompanhado(a) e
o mínimo significa no máximo uns dez minutos, ok?
Regra nº 4 – Lave as mãos
antes de entrar no quartinho do bebê, o que, obviamente, não significa um
permissivo para tocar no que quer que seja.
Regra nº 5 – Nunca beije
as mãos ou o rosto do recém-nascido. E caso o recém-nascido seja a minha filha,
a proibição fica estendida até os trinta e cinco anos de idade para visitantes
do sexo masculino.
Regra nº 6 – Não tire
fotos para compartilhar em redes sociais. Principalmente se a mamãe estiver
descabelada, de camisola e com olheiras. Ou seja, não tire fotos nunca.
Regra nº 7 – Jamais peça
para acordar o bebê. A não ser que você queira despertar a ira de um dragão de
sete cabeças, loucamente enfurecido e cuspindo fogo pelas ventas. Falo da mãe,
e não do bebê.
Regra nº 8 – Guarde os
palpites para si mesmo(a). O papai e a mamãe já estarão suficientemente
estressados para você irritá-los ainda mais com seu papo furado.
Regra nº 9 – Se estiver
doente, não vá. Se estiver sadio(a), pense duas vezes antes de ir.
Regra nº 10 – Hora de
amamentar é hora de ir embora. Não espere os donos da casa colocarem uma
vassoura atrás da porta. Ou darem com a vassoura na sua cabeça.
E é isso. Eu perco o
amigo, mas o bebê não perde o sono.
Curtiu? Conheça o livro Pai de Menina: Bem-vindo ao Mundo Cor de Rosa clicando aqui!
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quarta-feira, 22 de novembro de 2017
CHILDFREE: É PROIBIDO PROIBIR
Primeiro eu achei que era
piada.
Depois, pensei melhor e
percebi que ninguém seria capaz de uma brincadeira tão sem graça. O tal negócio
era sério mesmo.
Childfree. Ou, na tradução
literal, “livre de crianças”.
Para quem, por sorte, nunca
ouviu essa palavra antes, vale uma breve explicação. O childfree é um movimento que busca restringir a entrada dos
pequeninos em hotéis, bares, restaurantes e outros estabelecimentos
aparentemente feitos para adultos. Os simpatizantes defendem que é uma forma de
se garantir a paz e o sossego em locais frequentados por casais sem filhos, que
assim podem se embriagar em silêncio antes de seguir para o motel. Eu sei... É
realmente difícil se acreditar em certas coisas. Fantasmas, extraterrestres, a
lei de fidelidade partidária, o microfone do Sílvio Santos... Tem gente que
duvida até hoje que o homem foi à Lua, só para citar um exemplo. Eu mesmo
custei a aceitar que a seleção havia perdido a final da Copa de 98, embora tenha
assistido àquele desastre pela televisão, como todos os outros brasileiros.
Achava que acordaria no dia seguinte e que todos aqueles gols teriam sido um
pesadelo pavoroso, fruto de um delírio nacional coletivo que contagiara torcida
e imprensa num imenso surto psicótico. Fiz terapia e tudo.
Mas pior que o Zidane só
mesmo o childfree – muito
provavelmente os gênios que tiveram esta brilhante ideia se esqueceram de que eles
próprios já foram crianças um dia.
Fico aqui pensando com
meus botões qual seria a reação das pessoas se a tal proibição atingisse um outro
segmento social, como os homossexuais, os deficientes, os índios ou os
torcedores do América. Imagine só: “neste supermercado idosos não entram” ou
“gordos não são bem-vindos nesta pizzaria”, ou ainda, “nada de torcedores do América
perto da minha barraca de maria-mole”. Parece bizarro, não?
Colocando as coisas nestes
termos, fica claro que o childfree,
sob o manto de um falso movimento libertário, encerra um discurso de ódio e
intolerância contra crianças. É claro que a opção de não ter filhos é uma
escolha tão natural quanto qualquer outra e, como tal, merece respeito. O
problema acontece quando essa opção transborda a esfera individual para se
transformar num movimento que enxerga as crianças como criaturas inimigas. É
justamente nesse ponto que toda a ideologia se perde, pois quem se sente
plenamente feliz e realizado com suas escolhas não tem necessidade de convencer
(ou obrigar) os demais a pensarem do mesmo modo.
Na verdade, o childfree é um movimento fascista,
segregador e fruto de uma moralidade distorcida, na medida em que não se
restringe à opção de não ter filhos, mas se esforça em afastar as crianças do
convívio social. Prova maior disso é a placa recentemente colocada numa
lanchonete de São Paulo, na qual se diz “cachorros são bem-vindos, mas favor
amarrar as crianças ao poste”. Precisa dizer mais? Sorte deste sujeito que o
cachorro dele não sabe ler.
E sorte nossa que as
crianças não são politicamente organizadas a ponto de responderem na mesma
moeda. Pois eu detestaria ser proibido de entrar na sorveteria.
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terça-feira, 7 de novembro de 2017
O MANUAL DO PAI DE MENINA
Todas as respostas que você queria num só lugar!
📖 | PAI DE MENINA [⭐️⭐️⭐️⭐️🌟]
Editora: @novoseculoeditora
"Pai de Menina" conta a história de um homem que será pai (de menina) pela primeira vez. O autor traz dicas e um guia completo de como agir em certas situações que acontecem no dia-a-dia quando você se torna pai. O livro contém as etapas da gravidez e todo o acompanhamento paterno. Cada conselho é essencial para a melhora do estilo de vida familiar! A leitura é leve e descontraída, com uma narrativa fluída. Eu, particularmente, desde o início do livro achei muito engraçado! Recomendo não só para os futuros pais de uma "pivetinha" mas também para quem tem interesse no gênero.
terça-feira, 24 de outubro de 2017
Sou PAI de MENINA e por isso estou SEMPRE LINDO!
Nossa homenagem aos papais que não têm medo de parecerem menos machões para arrancarem um sorriso de suas filhotas!
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