quinta-feira, 22 de março de 2018

PAPÁS POR EL MUNDO


             Tive a grande honra e felicidade de ser convidado para inaugurar o projeto "PAPÁS POR EL MUNDO", do site "PAPAI MEXICANO", que reúne histórias de papais ao redor do mundo e suas lindas filhotas. Segue aí a publicação:


Proyecto “Papás por el mundo” – #1 Eduardo Buzzinari


Yo también era una de aquellas personas que pensaba que lo sabia todo, y entonces, me convertí en papá. Y descubrí que yo no era el dueño de toda la verdad; que no siempre es posible tener todo bajo control; que toda regla tiene una excepción y que, a veces, la excepción es más frecuente que la propia regla; que ni siempre la opinión de los especialistas es la mejor de todas; que vale la pena escuchar el consejo de alguien con más experiencia en el asunto; que no existe un día igual al otro y que la vida no fue hecha con un manual de instrucciones. Descubrí que las mejores cosas de la vida son gratis y que no las cambiaría ni por todo el dinero que existe; que todos los problemas del mundo pueden resolverse con un abrazo; que ser feliz no es tan complicado como parece; y que, la verdad, yo no sabia absolutamente nada. Ser papá me mostró que aún tengo mucho que aprender en esta vida. Y agradezco a Dios a toda hora por haberme enviado a dos angelitas para enseñarme lo que significa la felicidad. Es por ellas que intento ser una mejor persona a cada nuevo día.


Texto original:
Eu também era uma daquelas pessoas que achava que já sabia de tudo. Então, eu me tornei pai.
E descobri que eu não era o dono da verdade; que nem sempre é possível ter as coisas sob controle; que toda regra possui sua exceção e que, às vezes, a exceção é mais frequente que a própria regra; que nem sempre a opinião dos especialistas é a melhor opinião; que vale a pena ouvir o conselho de alguém mais velho; que não existe um dia igual ao outro e que a vida não foi feita com manual de instruções; que as melhores coisas da vida são de graça e eu não as trocaria por todo dinheiro que existe; que todos os problemas do mundo podem ser resolvidos com um abraço; que ser feliz não é tão complicado quanto parece; e que, na verdade, eu não sabia mesmo é de nada.
Ser pai me mostrou que ainda tenho muito a aprender nesta vida. E agradeço a Deus todas as horas por ter me enviado duas anjinhas para me ensinarem o que é a felicidade. É por elas que tento ser uma pessoa melhor a cada novo dia.

Eduardo Buzzinari
Autor del libro: Pai de Menina: Bem-vindo ao Mundo Cor-de-Rosa
Instagram: @_paidemenina_
Brasil

https://www.papaimexicano.mx/yo-tambien-era-una-de-aquellas-personas-que-pensaba-que-lo-sabia-todo-luego-entonces-me-converti-en-papa/

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

TRABALHAR FORA ou CUIDAR DOS FILHOS: O que cansa mais?



Criar uma criança não é uma tarefa fácil. É necessário muita paciência, além de uma dedicação sem tamanho. Atualmente, mamães e papais precisam se dobrar para trabalhar fora e criar seus filhos.
Isso é muito bom para a vida do casal porque, apesar do cansaço do dia a dia, os dois são capazes de dividir as tarefas de dar banho, trocar fraldas, brincar e colocar o bebê para dormir.
Além disso, de acordo com o crescimento da criança, chegam as novas atividades e responsabilidades, como escola, aula de natação, consultas médicas, e por aí vamos na correria.
Segundo estudos realizados por uma universidade na Bélgica, a maioria dos pais sente o desgaste físico afetar mais na hora de cuidar dos filhos, do que de trabalhar fora.
Os estudos apontaram que 13%, entre 2 mil famílias, sofrem de abatimento ou apresentam sensações de incompetência e cansaço. Esses sintomas estão diretamente relacionados à Síndrome de "Burnout".
Essa síndrome está ligada aos problemas emocionais e crônicos causados pela fadiga. Segundo o estudo, esse problema começou a afetar as famílias de maneira mais significante a partir da década de 90.
Essa mudança, associada às extensas rotinas de trabalho existentes no dias de hoje, podem causar estrago no organismo de qualquer pessoa.
Para evitar esse problema, é importante reorganizar as tarefas diárias e dar mais atenção à família do que ao trabalho na rua.
Fonte: Minha Vida

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Arte em giz de cera




Tô ficando bom nisso. Já dá até pra identificar qual é cada princesa!
 Arte: Eduardo Buzzinari
Coloristas: Lara e Liz


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Visitando o recém-nascido


(Conheça o livro Pai de Menina: Bem-vindo ao Mundo Cor de Rosa, de Eduardo Buzzinari)


Sabe aquele primo de terceiro grau que você não via desde o verão de 98 e é mais chato que pernilongo zoando no ouvido? Você sabe de quem eu estou falando... Ele mesmo. Todo mundo tem um primo assim.
Pois é.
É justamente esse sem noção quem vai aparecer na sua casa no dia em que você chegar da maternidade com a nenê recém-nascida. Você e sua esposa sequer terão tido tempo de desfazer as malas e lá estará ele tocando a campainha. Provavelmente acompanhado de uma namorada duas vezes mais velha e seus três filhos do primeiro casamento. Aí, ele vai acordar a menina, vai apertar o queixinho dela sem lavar as mãos, vai espirrar no rosto da pobrezinha e, para arrematar, vai disparar a seguinte pérola – em alto e bom tom – Acho que ela puxou o primo! E olha que o infeliz é capaz de espantar o capeta com um sorriso! É tanta beleza que até hoje não se sabe se a cara dele é assim mesmo ou se o médico o puxou do lado avesso na hora do parto.
Foi pensando neste tipo de convidado – que, aliás, nem foi convidado – que resolvi compilar da internet uma série de regras de etiqueta sobre o assunto e formar uma espécie de guia do visitante do recém-nascido para uso doméstico. Assim, sugiro que você rasgue a página a seguir e a envie a todos os parentes e amigos que representem ameaças, digo visitas, em potencial. Principalmente para aquele tal primo de terceiro grau com o desconfiômetro quebrado. Segue aí.

Guia do Visitante do Recém-nascido

Regra nº 1 – Avalie a necessidade de visitar o recém-nascido. Sua visita é realmente tão indispensável que não possa esperar por alguns dias, meses, anos, a vida inteira ou um pouco mais para acontecer? Lembre-se: na dúvida, não vá!

Regra nº 2 – Ligue antes de ir. Assim, os pais do bebê poderão inventar uma desculpa qualquer e evitar o transtorno da sua visita.

Regra nº 3 – Caso as regras nº 1 e 2 não tenham sido o bastante para lhe fazer mudar de ideia, vá sozinho(a) e fique o mínimo possível. Sozinho(a) significa desacompanhado(a) e o mínimo significa no máximo uns dez minutos, ok?

Regra nº 4 – Lave as mãos antes de entrar no quartinho do bebê, o que, obviamente, não significa um permissivo para tocar no que quer que seja.

Regra nº 5 – Nunca beije as mãos ou o rosto do recém-nascido. E caso o recém-nascido seja a minha filha, a proibição fica estendida até os trinta e cinco anos de idade para visitantes do sexo masculino.

Regra nº 6 – Não tire fotos para compartilhar em redes sociais. Principalmente se a mamãe estiver descabelada, de camisola e com olheiras. Ou seja, não tire fotos nunca.

Regra nº 7 – Jamais peça para acordar o bebê. A não ser que você queira despertar a ira de um dragão de sete cabeças, loucamente enfurecido e cuspindo fogo pelas ventas. Falo da mãe, e não do bebê.

Regra nº 8 – Guarde os palpites para si mesmo(a). O papai e a mamãe já estarão suficientemente estressados para você irritá-los ainda mais com seu papo furado.

Regra nº 9 – Se estiver doente, não vá. Se estiver sadio(a), pense duas vezes antes de ir.

Regra nº 10 – Hora de amamentar é hora de ir embora. Não espere os donos da casa colocarem uma vassoura atrás da porta. Ou darem com a vassoura na sua cabeça.

E é isso. Eu perco o amigo, mas o bebê não perde o sono.

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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

CHILDFREE: É PROIBIDO PROIBIR




Primeiro eu achei que era piada.
Depois, pensei melhor e percebi que ninguém seria capaz de uma brincadeira tão sem graça. O tal negócio era sério mesmo.
Childfree. Ou, na tradução literal, “livre de crianças”.
Para quem, por sorte, nunca ouviu essa palavra antes, vale uma breve explicação. O childfree é um movimento que busca restringir a entrada dos pequeninos em hotéis, bares, restaurantes e outros estabelecimentos aparentemente feitos para adultos. Os simpatizantes defendem que é uma forma de se garantir a paz e o sossego em locais frequentados por casais sem filhos, que assim podem se embriagar em silêncio antes de seguir para o motel. Eu sei... É realmente difícil se acreditar em certas coisas. Fantasmas, extraterrestres, a lei de fidelidade partidária, o microfone do Sílvio Santos... Tem gente que duvida até hoje que o homem foi à Lua, só para citar um exemplo. Eu mesmo custei a aceitar que a seleção havia perdido a final da Copa de 98, embora tenha assistido àquele desastre pela televisão, como todos os outros brasileiros. Achava que acordaria no dia seguinte e que todos aqueles gols teriam sido um pesadelo pavoroso, fruto de um delírio nacional coletivo que contagiara torcida e imprensa num imenso surto psicótico. Fiz terapia e tudo.
Mas pior que o Zidane só mesmo o childfree – muito provavelmente os gênios que tiveram esta brilhante ideia se esqueceram de que eles próprios já foram crianças um dia.
Fico aqui pensando com meus botões qual seria a reação das pessoas se a tal proibição atingisse um outro segmento social, como os homossexuais, os deficientes, os índios ou os torcedores do América. Imagine só: “neste supermercado idosos não entram” ou “gordos não são bem-vindos nesta pizzaria”, ou ainda, “nada de torcedores do América perto da minha barraca de maria-mole”. Parece bizarro, não?
Colocando as coisas nestes termos, fica claro que o childfree, sob o manto de um falso movimento libertário, encerra um discurso de ódio e intolerância contra crianças. É claro que a opção de não ter filhos é uma escolha tão natural quanto qualquer outra e, como tal, merece respeito. O problema acontece quando essa opção transborda a esfera individual para se transformar num movimento que enxerga as crianças como criaturas inimigas. É justamente nesse ponto que toda a ideologia se perde, pois quem se sente plenamente feliz e realizado com suas escolhas não tem necessidade de convencer (ou obrigar) os demais a pensarem do mesmo modo.
Na verdade, o childfree é um movimento fascista, segregador e fruto de uma moralidade distorcida, na medida em que não se restringe à opção de não ter filhos, mas se esforça em afastar as crianças do convívio social. Prova maior disso é a placa recentemente colocada numa lanchonete de São Paulo, na qual se diz “cachorros são bem-vindos, mas favor amarrar as crianças ao poste”. Precisa dizer mais? Sorte deste sujeito que o cachorro dele não sabe ler.
E sorte nossa que as crianças não são politicamente organizadas a ponto de responderem na mesma moeda. Pois eu detestaria ser proibido de entrar na sorveteria.

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